31 de maio de 2013

Como anda sua dignidade?


Hoje acordei pensando o que nos leva a perder a dignidade diante de nós mesmos, o que nos leva a dizer uma coisa e fazer outra. Seria obsessão, doença, falta de senso comum ou mimar nosso caráter a ponto de não sabermos dizer não a nós mesmos?

Como poderia uma terceira pessoa nos respeitar se não o fazemos? 

Como poderia uma terceira pessoa nos amar, se não nos amarmos com todas as forças?

Autorrespeito é o fruto da disciplina. O senso de dignidade cresce com a capacidade de dizer não a si mesmo, a dignidade não se impõe assim como o respeito, devemos merecê-los e isso toma tempo e muita consciência.

Quando culpamos nosso passado, nossa criação ou nossos antigos amigos por falta de algo em nossa personalidade, estamos dando desculpas internas para não mudarmos o que está errado. Terapia seria a solução? Exercícios físicos?  Dieta? Teria que nascer de novo para mudar?

O primeiro que temos que ter é certeza que Deus não nos pôs no mundo para sofrermos, ou para que sejamos nada, ou que não ajudemos ninguém. Viemos por um propósito e devemos buscar incansavelmente o valor desta missão. Cada pessoa tem um valor inato e pode contribuir para a comunidade humana. Nós todos podemos tratar uns aos outros com dignidade e respeito, proporcionar oportunidades de crescimento pleno e nos ajudar mutuamente a descobrir e desenvolver nossos dons únicos. Cada um de nós merece isso e todos nós podemos estendê-lo aos outros. Mas como fazer se eu nem sei qual é o meu dom?

Comece a se respeitar e respeitar seus valores, seus verdadeiros valores. Se olhe no espelho e busque sua felicidade, sua dignidade e volte a olhar para você mesmo com muito orgulho do que seu ser humano se transformou.

Lembre-se que perdemos a dignidade se tolerarmos o intolerável. Na relação pais e filhos, marido e mulher, chefe e funcionário, professor e alunos, etc., precisamos dar um ao outro o espaço para crescer, para sermos nós mesmos, para exercermos nossa diversidade. Precisamos dar espaço um ao outro para que possamos dar e receber coisas tão lindas como as ideias, a abertura, a dignidade, a alegria, a cura, e a liberdade de inclusão. A pessoa que está ao nosso lado e nos cobra coisas absurdas e não nos deixa nem sequer explicar nossos desejos e convicções é pior que um senhor de escravos que a cada dia se apodera mais e mais de nossa personalidade.

Se trancamos ou nos trancam em um relacionamento obsessivo e doentio jamais teremos esta dignidade construída com liberdade de pensamentos.

Se hoje eu tenho dignidade? Tenho sim, me considero dona de meus pensamentos, dona de minha personalidade, encontrei meu dom e consigo expressar minhas convicções com pessoas que estão ao meu redor. Não tranco ninguém e ninguém me tranca, possuo um relacionamento saudável, com filhos saudáveis. Temos caráter e boa índole, tenho liberdade de ir e vir e não culpo meu passado por nada absurdo.

E você? Como anda sua dignidade?

2 comentários:

  1. Excelentes considerações !Infelizmente tive que aprender essas lições na marra, rsss.
    Beijo !
    http://casascoisaseoutros.blogspot.com.br

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  2. Otima postagem,acredito que todas nos na maioria das vezes tentamos achar um culpado para o que deixamos de fazer,o que fizemos de errado,o que nos tornamos e até o que pensam de nós.Um erro tremendo pois nossas atitudes só dependem de nós mesmas,e a maneira como nos tratamos reflete na maneira que as pessoas nos tratam e nos olham,por isso sei que como na matéria,o primeiro e o último passo é nosso,dele depende como nos tornaremos seres melhores.Abraços.
    E a propósito tb tenho uma familia linda e saudavel e nos tratamos com muito respeito.

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