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11 de fevereiro de 2010

Cirurgia Plástica

Fazer um make up corporal traz aquelas dúvidas que invadem a sua cabeça.

Vai doer, qual será a marca de tudo isso, será que é como ir ao cabeleireiro, ver aquela revista e dizer quero igualzinho a este aqui, e quando você termina vê que não ficou nem parecido. Será que vale a pena, será que eleva mesmo a auto-estima, será que não irei me arrepender?

Ontem meu marido foi ao dentista e eu estava lendo uma revista, quando surgiu na próxima página uma entrevista com um cirurgião plástico, ele falava sobre a cirurgia íntima.

Queria fazer uma lipoescultura, abnoplastia e mamoplastia de aumento, um pouco do meu nariz, é como ir a feira, você diz a si mesma, só comprarei maçãs e chega em casa com a feira quase inteira.

Confesso que morro de medo de cirurgia plástica.

Hoje li sobre os perigos pós-operatórios, são exemplos:

- equimoses (manchas roxas na pele);

- edema (inchaço);

- pequenos hematomas, que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica;

- eliminação de pontos internos (por volta de três semanas após a cirurgia);

- deiscência de pontos (abertura do corte);

- alterações transitórias da sensibilidade, etc.


A formação de uma cápsula fibrosa envolvendo as próteses é uma intercorrência indesejável que pode ocorrer. Com o advento das próteses mais modernas e de melhor qualidade, tal incidência caiu de 30% para cerca de 2% a 4 %. O organismo reage de maneira a expulsar qualquer material estranho nele introduzido. Não podendo fazê-lo com as próteses, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-las completamente do seu contato. Assim, todas as próteses são recobertas por uma cápsula de diferentes espessuras, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. O grau de encapsulamento é variável, podendo ir de imperceptível (não necessitando de tratamento cirúrgico) até o comprometimento das mamas com dor e deformidade. Neste extremo, o tratamento é cirúrgico, com substituição ou mesmo retirada das próteses.

Outras intercorrências mais complexas, que felizmente são raras:

- infecção;

- grande deiscência (abertura) de pontos;

- necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas;

-grandes hematomas, que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico.


Nestas eventualidades, é fundamental manter a calma e conversar profundamente com o médico, que cuidará atentamente do caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como ajudar.

E você já fez cirurgia? Poderá me ajudar nesta indecisão doce e cruel.

Beijos.